Dicas de Lógica

Dicas de Lógica

 

Raciocínio lógico é uma matéria muito pedida em concursos públicos, mas pode deixar muitos candidatos confusos. Já para tranquilizar alguns marinheiros de primeira viagem, o assunto não tem quase nada a ver com matemática convencional, envolvendo cálculos complicados. A ideia geral é usar raciocínio lógico para construir uma linha de pensamento e chegar a uma conclusão, partindo de algumas afirmações simples e interpretando corretamente os dados que são oferecidos. Quer se aprofundar no assunto? Continue a ler o texto.

Afinal, o que é lógica?

Basicamente, raciocínio lógico é como se denomina um sistema específico de como o raciocínio deveria seguir, utilizado deduções e induções para chegar a alguma conclusão. Se você viu essa matéria na escola, provavelmente foi nas aulas de Filosofia. Quem quer estudar lógica precisa estar afiado na interpretação de texto e saber muito bem o uso de conectivos, como “ou”, “e” e outros. A lógica se baseia na matemática, e seu objetivo inicial era trazer esse tipo de raciocínio para a programação de computadores.

Como é cobrado nas provas?

Como já foi falado antes, o objetivo do uso do raciocínio lógico nas provas é chegar a uma determinada conclusão. Para isso, as perguntas podem ser formadas com problemas envolvendo verdade e mentira, análise combinatória, probabilidade, dedução algo através de afirmações dadas sobre determinada situação, etc.

Para deixar mais claro, um exemplo prático de pergunta seria, por exemplo: Mariana tinha um número x de dinheiro. Após dar um terço do dinheiro para a irmã e receber 5 reais, ela ficou com 25 reais. Qual a quantia inicial que Mariana tinha?

Princípios básicos

Para realizar as deduções corretamente, é importante conhecer alguns princípios básicos do raciocínio lógico.

1º Princípio da identidade: Todo elemento é igual a si próprio. Por exemplo, se uma afirmação que João é engenheiro, naturalmente o engenheiro é João.

2º Princípio da não-contradição: Se uma afirmação positiva for feita, seu oposto não pode ocorrer. Por exemplo: a) o céu é azul. b) o céu não é azul. A segunda afirmação está incorreta.

3º Princípio do terceiro excluído: De acordo com esse princípio, uma determinada proposição só pode ser correta ou incorreta, sem outra opção. Por exemplo: a) a atividade é complicada. b) a atividade é fácil. Não há meio termo entre as duas situações.

Sinais importantes e conectivos

Disjunção (“ou”) – Representado pela letra V, esse conectivo pode ser usado de forma inclusiva, relacionando duas proposições, ou exclusiva, relacionando dois valores lógicos. No segundo caso, uma das afirmações deve ser falsa. Ex.: Comerei macarrão ou lasanha (inclusivo).  Hoje choverá ou hoje fará sol (exclusiva).

Condição (“se… logo”) – O conectivo representa uma condição determinada para que a outra afirmação exista. É representada por uma seta, →. Ex.: Se comer menos, logo emagrecerá.

Bicondição (“se e somente se”) – As duas proposições devem ser iguais (falsas ou verdadeiras) para que seu resultado seja verdadeiro, e esse conectivo é representado por uma seta para os dois lados, ↔. Ex.: Se a África é maior que o Canadá, o Canadá é menor que a África.

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